Armadilhas

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Segundo a Wikipedia, serendipidade é um termo que se refere às descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso. Navegar na internet é um momento oportuno para dar espaço à serendipidade na minha vida. Quantos de nós já não tiveram a experiência de clicarem em um link, depois em outro, depois mais outro, e então caírem em uma página que você nunca imaginou conhecer? Fico feliz quando a serendipidade me presenteia com bons textos, como aconteceu hoje lendo um artigo chamado: "Trapped. Museum experiments with relationality, empathetic imagination and perspective". Ele foi publicado em uma revista chamada Nordic Museology, sendo que o autor é o antropólogo Geoffrey Gowlland. O link direto para o PDF do artigo é este:

https://journals.uio.no/museolog/article/view/9605/8127

Nesse artigo o antropólogo refletiu sobre "uma categoria particular de objetos frequentemente encontrados em coleções de museus etnográficos: as armadilhas". Sim, armadilhas: aquelas que são usadas para capturar diferentes tipos de animais, como ratos, peixes, etc. Com sensibilidade, o autor me fez refletir sobre a mente humana, ao traçar uma relação entre as armadilhas (os artefatos) usadas para capturar animais e as armadilhas invisíveis, para capturar nós, os seres humanos. Em determinado momento, ele explica que:

We even recognise as traps things that are not artefacts but   schemes:   an   ambush   is   a   trap,   as   are   pyramid schemes, debt slavery, or email scams. 

Quando eu gosto da redação de alguém, a leitura flui tão suavemente, que eu cheguei ao final das 14 páginas querendo ler mais desse autor.

Que a serendipidade me traga mais textos como esse!

Geoffrey Gowlland (Photo: University of Oslo)